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quinta-feira, 7 de maio de 2015

A MACROFOTOGRAFIA


por atomicpuppy68


Cada vez existe uma maior oferta de câmaras fotográficas com capacidades, efeitos e tecnologias para facilitar a vida dos amadores da fotografia. Porém, uma função encontrada em praticamente todas as câmaras – mesmo em algumas muito simples –  é a capacidade de fazer macrofotografia.


Esse género fotográficotem o mérito de criar imagens com detalhes minúsculos do mundo que nos cerca. Usada principalmente na fotografia de natureza, a macro também descobre o espaço urbano e os produtos industrializados de uma forma original.
A macrofotografia também é muito utilizada nas ciências naturais, por revelar estruturas de seres minúsculos com muita clareza.

 Para se fazer fotografia macro, basta colocar-se muito perto  do  objeto e fotografá-lo. As câmaras compactas na sua grande maioria têm uma função macro que permite focar um objeto a 5 cm ou menos da câmara, dependendo da qualidade da lente.
Para se obter boas fotografias macro é importante estar atento a alguns aspetos.
A iluminação e a profundidade de campo devem ser motivo de atenção para o fotógrafo que vai fotografar a pequena distância.
O ideal é contar com um fundo bastante desfocado, que irá destacar o tema de forma surpreendente. Para obter esse efeito de fundo borrado, é necessário uma câmara que permita o ajuste de abertura do diafragma, e deixá-la no menor número possível.
por Luciano de Sampaio
Como a câmara estará muito próxima do tema, é necessário verificar se a sombra da lente – ou mesmo do fotógrafo – não aparece na imagem pois a iluminação é bastante  importante para esta modalidade fotográfica.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Fotografar com o telemóvel



As opções da câmara do telemóvel: 
- à esquerda: modo de disparo, modo de cena, brilho e definições.
- em cima da imagem, à esquerda: resolução; à direita: número de fotos disponível



Modo de disparo

Modo de cena

Modo de focagem
Temporizador
                                                                          Resolução
Focagem automática
Macro
Diretrizes
Rever
GPS


Brilho




Zoom ótico e zoom digital

As lentes com capacidade de zoom ótico aproximam as imagens através de um jogo de lentes internas da câmara digital. A imagem resultante tem menos probabilidade de ser distorcida e tremida, ou seja, ela é aproximada de maneira real.

Já a máquina fotográfica com zoom digital processa a imagem com um software interno, que simula a aproximação. Portanto é, na verdade, uma ampliação da imagem e não uma aproximação. Com isso, as imagens perdem em definição.

Na maioria das câmaras compactas o zoom ótico chega, em média, a "5 x" (aumenta cinco vezes), mas pode ser até maior, enquanto o zoom digital facilmente é encontrado na casa das 10 x (aumenta em 10 vezes). 

Dicas para fotografar com o telemóvel

http://videos.sapo.pt/FuVkdU4myZW7P70sIv98

http://videos.sapo.cv/SmbMZT9k3ZDzbbvjScnt


quinta-feira, 23 de abril de 2015

A MÁQUINA FOTOGRÁFICA DIGITAL

COMPLETA AS AFIRMAÇÕES USANDO A LISTA DE PALAVRAS ABAIXO: 
sensor, computador,  vermelho, memória, azul, pixels, luz, USB, e-mail , obturador,  verde, cartão de memória

A máquina fotográfica digital funciona de uma forma semelhante a um computador (1). 

De facto, possui um sensor(2)  sensível à luz(3) (tal como o filme na máquina analógica). 

Quando carregamos no botão do obturador(4) , o sensor capta  a luminosidade exterior e transforma-a em corrente elétrica, lida pela máquina em código binário, um código de números que o computador gera e traduz na imagem que surge no visor digital.

Os responsáveis pela formação da imagem são pequenos elementos chamados pixels (5)(picture elements, ou seja, elements da imagem). São pequenos pontos luminosos, invisíveis a olho nu, sensíveis às três cores primárias: vermelho(6), verde(7) e azul(8).

Milhões de pixels estimulados pelos impulsos elétricos  do  sensor vão formar a imagem digital colorida no visor. Quanto mais capacidade de armazenar pixels tiver  a máquina, mais nítida será a imagem mas em compensação precisará de mais memória(9) . Tal como um computador, a máquina fotográfica digital utiliza uma memória interna que pode ser aumentada com o uso de um cartão de memória(10) com maior capacidade. 

A máquina vem equipada com um cabo denominado USB(11) que a liga ao computador para transferência das imagens do cartão para o computador, ficando o cartão disponível para outras imagens. Uma vez armazenadas no computador, podemos gravar as imagens em CD e outros suportes para levar a uma loja e imprimir, enviá-las por e-mail(12) ou publicá-las nas redes sociais.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Formatos de imagem

BITMAP
O formato BMP armazena fotos e gráficos em pequenos quadrados chamados pixels. Quanto maior o número de pixels numa fotografia, maior a qualidade da imagem.
Pixels.
Isso resulta em arquivos de tamanhos grandes demais para compartilhar na internet e, por esta razão, surgem os formatos de compressão, capazes de diminuir o tamanho dos arquivos e facilitar o envio e o recebimento de dados.

JPEG
A extensão JPG é, sem dúvida, a mais popular. Ela é gerada pelas máquinas fotrográficas digitais e pode ser aberta em quase todos os programas para edição de imagens. Além disso, é o formato padrão para enviar fotografias para redes sociais.

A grande característica do JPG é a possibilidade de compressão. Enquanto o BMP guard a imagem pixel por pixel, o JPG é capaz de gerar blocos de pixels e, portanto, menos informação para armazenar.

 O JPG é facilmente enviado por email e mensagens instantâneas. Além disso, é ideal, também, para armazenamento de arquivos sem ocupar muito espaço na memória do computador.

O JPG apresenta uma perda significativa de qualidade sempre que se comprime o arquivo. Cada vez que se guarda uma versão de uma fotografia em JPG, novos blocos de pixels são gerados e há perda de qualidade, o que  é inevitável. 
Observa a comparação das imagens abaixo. A primeira versão, com total qualidade. Em seguida, duas novas versões da mesma imagem em JPG, mas com qualidade inferior – o que significa um arquivo menor.

JPG de alta qualidade.
JPG de alta qualidade.
JPG de média qualidade.
JPG de média qualidade.
JPG de baixa qualidade.
JPG de baixa qualidade.

Observa como o JPG cria blocos de pixels cada vez maiores, quanto menor for o arquivo para armazenar. A primeira imagem é um detalhe do JPG de alta qualidade, com 330 kb. A segunda tem média qualidade e tamanho de 26 kb. Por fim, a imagem JPG de baixa qualidade, com 11,7 kb.
Detalhe da imagem.  Detalhe da imagem.  Detalhe da imagem.
Por esta razão, o JPG é indicado, principalmente, para armazenamento e não para edição de imagens.

RAW
Fotógrafos profissionais costumam aderir à extensão RAW (considerado o “negativo” da imagem digital) quando precisam fazer edição de imagens pois a qualidade é infinitamente superior e não há perda de qualidade a cada edição.
 
GIF
O GIF é muito utilizado, principalmente para criar imagens animadas. Esta extensão já foi muito popular na internet e é uma das mais antigas.

É um formato de compressão que não implica em tanta perda de qualidade quanto o JPG.

PNG 
Este formato, mais recente, também traz compressão de arquivos sem perder qualidade.

Por esta razão, o PNG vem substituindo o GIF. Ambos suportam imagens com transparência e animações, mas a qualidade do PNG é infinitamente superior.

O PNG é o formato ideal para a internet.
Observa a diferença de qualidade ao guardar a mesma imagem em PNG e  GIF:
PNG   GIF
A mesma imagem em formato PNG e GIF, respectivamente.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Um artigo muito interessante!


Tradução livre deste artigo:

Queres tirar excelentes fotografias?
Tens de compreender 3 coisas:
ABERTURA DO DIAFRAGMA - VELOCIDADE DO OBTURADOR - ISO

A ABERTURA DO DIAFRAGMA controla a luz que passa pela lente da câmara fotográfica. Se disparas com a abertura mais pequena, uma pequena quantidade de luz consegue passar. 
Por exemplo, tens de tirar uma fotografia num local muito luminoso, como corriges isso? Muito simples: escolhe uma abertura mais pequena. A abertura mede-se com "f-stop". Um "f-stop" maior significa uma abertura menor. Um "f-stop" menor significa uma abertura maior.

A VELOCIDADE DO OBTURADOR é o tempo que o obturador abre para permitir a entrada de luz até ao sensor da câmara digital. É medida em frações de segundo. Uma velocidade maior é usada para fotografar de dia, uma velocidade lenta permite a entrada de mais luz numa fotografia noturna.

 ISO está relacionado com o nível de sensibilidade da máquina para  a luz disponível no ambiente que vamos fotografar. Um número baixo de ISO representa baixa sensibilidade à luz enquanto que um número alto significa alta sensibilidade. A desvantagem em usar uma sensibilidade mais alta é que produz imagens com muito grão.


Estas três variáveis  têm de funcionar em conjunto para se obter fotografias corretamente expostas: nem demasiado claras (sobre expostas), nem demasiado escuras (sub expostas).
Por exemplo, ao meio dia, estamos em presença de muita luz do sol. Com uma abertura pequena do diafragma, controlamos a entrada de luz. Significa que  o sensor da câmara precisa de um pouco mais de  tempo para captar a luz ambiente, ou seja a velocidade do obturador terá de ser mais lenta. ISO 100 nestes casos é adequado.
Se fotografarmos à noite, num ambiente de luz artificial dentro de casa, por exemplo, devemos aumentar a abertura do diafragma, reduzir a velocidade de obturação e aumentar o ISO, caso necessário.

segunda-feira, 2 de março de 2015

A ampliação...

 ...é o termo usado para a passagem do negativo a positivo em papel.

Em primeiro lugar, é necessário cortar o negativo em grupos de quatro fotogramas e armazenar cuidadosamente para não o danificar. Deve manusear-se sem colocar os dedos na superfície do negativo.

Em segundo lugar, preparam-se os químicos revelador, banho de paragem e fixador, de acordo com as proporções indicadas nas embalagens.

De seguida, realiza-se a prova de contacto: esta é a imagem positiva obtida pela exposição do contacto do negativo com a folha de papel fotográfico. 
Para que serve? 
A prova de contacto torna possível ver todas as imagens positivas de um filme negativo numa folha de papel fotográfico e escolher, através destas "pequenas amostras", as imagens a ampliar. 
Como se faz?
No laboratório, com as luzes de segurança ligadas, colocam-se os negativos sobre uma folha de papel fotográfico por baixo da luz do ampliador. Utiliza-se um vidro limpo sobre os negativos para que estes fiquem em contacto com o papel.
Expõe-se à luz e procede-se à revelação e fixação.

Em terceiro lugar, analisam-se as provas de contacto e selecionam-se os negativos que deverão ser ampliados. Os que se encontram sub ou sobre expostos podem eventualmente ser corrigidos na ampliação, alterando o tempo de exposição.

Em quarto lugar, realiza-se um teste de tiras para escolher o tempo de exposição ideal. Procede-se da seguinte maneira: coloca-se o negativo no porta negativos e liga-se o ampliador. Realiza-se a focagem da imagem projetada. Coloca-se o filtro vermelho do ampliador e retira-se uma folha de papel da caixa, pondo-a debaixo do ampliador. Pode colocar-se um vidro por cima de modo a fixar o papel. Marca-se 1 segundo no temporizador do ampliador. Com uma folha de cartão, por exemplo, tapa-se o papel fotográfico, à exceção de uma tira. Expõe-se durante 1 segundo. Afasta-se um pouco mais o cartão e expõe-se novamente 1 segundo, continuando com este procedimento até destapar a imagem por completo.
Revela-se e fixa-se a fotografia. Analisando-a, decide-se qual o tempo de exposição ideal.

Procede-se à ampliação com o tempo de exposição escolhido.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Abertura do diafragma /exercícios

A abertura do diafragma controla a luz e tem efeito sobre a profundidade de campo da fotografia.

A profundidade de campo é um termo fotográfico que se refere a uma zona de focagem nítida aceitável à frente e atrás do ponto de focagem real. Em termos simples, se focarmos um ponto particular, algumas zonas à frente e atrás deste ponto estarão nítidas. Esta zona é a “profundidade de campo”.

A profundidade de campo é controlada por diversos factores. 
O primeiro é a abertura da objectiva ou ƒ/stop. A abertura é um orifício de tamanho variável que permite a entrada de luz na câmara. Quanto maior o orifício, mais luz entra. Quanto menor o orifício, menos luz entra. 

Quanto maior o orifício, menor a profundidade de campo. Quanto menor o orifício, maior a profundidade de campo.

Velocidade do obturador/ exercícios

A velocidade do obturador é uma das principais variáveis na fotografia. Ela controla a quantidade de luz de uma fotografia. Pode também usar-se o termo tempo de exposição para designar o tempo que o obturador leva a abrir e a fechar.

Se entrar muita luz, a foto ficará sobre exposta (demasiado clara).

Se entrar pouca luz a foto ficará sub exposta (escura).

A velocidade representa-se sob a forma uma fração 1/x em que 1 é igual a um segundo e xé a fração de segundo. Quanto maior for x, maior a velocidade do obturador.

Exemplos: 1/4000s ou 1/ 125s

Para objetos em movimento, quanto maior for a velocidade do obturador, maior a capacidade de congelar um objeto.  Quanto menor for a velocidade do obturador, o objeto pode ficar tremido ou provocar um arrastamento.

Vamos experimentar?


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Máquina fotográfica analógica

OBJETIVA é uma lente convexa, ou seja, um disco de vidro modelado e polido, mais fino nos bordos do que no centro. A sua  função  é receber a luz que se reflete no motivo que se está a fotografar, fazendo os raios convergir, de modo a criar uma imagem invertida, luminosa e nítida. Normalmente, uma OBJETIVA é constituída por várias lentes que conduzem a luz para o plano focal (na máquina analógica o plano focal é a superfície do filme).
Uma das características mais importantes de uma OBJETIVA é a distância focal, que consiste na distância entre a objectiva e o plano onde a imagem se vai formar (plano focal). É através desta que o fotógrafo define a maior ou menor aproximação de uma imagem.

OBTURADOR é um mecanismo que abre e fecha de modo a permitir a escolha do momento em que queremos tirar a fotografia. Este influencia o tempo total em que a película é exposta à luz. A este período de tempo, compreendido entre a abertura e o fecho do OBTURADOR, dá-se o nome de velocidade de obturação. A regulação da velocidade do OBTURADOR condiciona o resultado da imagem formada, na medida em que actua sobre a sua nitidez e luminosidade.

O DIAFRAGMA é um dispositivo constituído por lâminas sobrepostas, colocado junto à objectiva, com o qual é possível regular a quantidade de luz que entra na câmara, consoante a escolha do diâmetro de abertura do mesmo.

Máquina fotográfica relex (SLR:  single lens reflex)

As máquinas deste tipo têm como principal característica e vantagem a existência de um sistema de espelhos no seu interior, que refletem a imagem gerada pela objectiva apresentando-a no visor, o que permite observar exactamente o que se vai fotografar. No momento em que a fotografia é tirada, esse visor passa a preto, pois é nesse momento que a película  é exposta à luz.



Este o tipo de máquina ideal para a realização de fotografia avançada, devido ao rigor que apresenta na captação de imagens. Aspectos como a focagem ou a profundidade de campo que queremos seleccionar são calculados com precisão.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MAN RAY, um fotógrafo pintor ou um pintor fotógrafo?


 


 "Em lugar de pintar pessoas, comecei a fotografá-las e desisti de pintar retratos ou melhor, se pintava um retrato, não me interessava em ficar parecido. Finalmente concluí que não havia comparação entre as duas coisas, fotografia e pintura. Pinto o que não pode ser fotografado, algo surgido da imaginação, ou um sonho, ou um impulso do subconsciente. Fotografo as coisas que não quero pintar, coisas que já existem."


 Man Ray - pseudónimo de Emmanuel Rudnitzky, formado por duas pequenas sílabas, que significam  homem (man), e raio (ray) de luz ou de sol.

Foi um dos fotógrafos mais importantes do século XX, mas também  pintor e realizador cinematográfico. Começou a sua carreira artística como pintor e a partir de 1914-15 depois de ter comprado uma primeira câmara para fotografar os seus quadros, desenvolveu uma obra fotográfica que conjugou de uma forma criativa uma grande capacidade plástica com um enorme rigor técnico.

Nas suas fotografias podem-se destacar várias linhas de força, como o jogo de luz-sombra, visível em quase toda a sua obra.  
 
Também nas suas séries de fotogramas, que Man Ray apelidou de "rayographs" ou "rayograms", são visíveis imagens que preservam a ambiguidade dos objectos expostos à luz e que incluíam a sua sombra. A execução dos fotogramas é "automática", pois não requerem câmara fotográfica para a sua realização, apenas uma qualquer fonte de luz sobre formas e objectos, a sua realização é instantânea e cada fotograma é único, pois é impresso directamente em papel fotográfico, não possuindo por isso película negativa.


Destaque também para os inúmeros retratos realizados ao longo de décadas por Man Ray de personalidades do meio artístico, artistas plásticos, escritores, músicos e compositores, actores...
  Picasso


Além de ter sido um artista com notáveis capacidades de observação e composição, Man Ray desenvolveu um grande trabalho de laboratório, aprofundando e desenvolvendo técnicas fotográficas como a solarização/efeito Sabatier, os fotogramas, a exposição múltipla e diversas técnicas originais de sensibilização e impressão fotográficas.

Autorretratos